Nota fiscal
O que fazer quando a NF-e ou a NFC-e para, em Mato Grosso e em Goiás. Sem parar de vender e sem ficar irregular.
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Os portais oficiais e o estado do Pix, num lugar só. Abaixo, o que fazer em cada caso.
Situação agora · NF-e
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Por que aparece Rio Grande do Sul aqui? Porque a contingência da NF-e de Mato Grosso e de Goiás é a SVC-RS — um servidor reserva mantido no Rio Grande do Sul que autoriza no lugar do estado enquanto ele está fora. Os dois estados usam o mesmo, então o terceiro cartão é o seu plano B nos dois lados do Araguaia. Se ele estiver no ar, a nota sai mesmo com a SEFAZ do seu estado fora. Como funciona a SVC-RS
E a NFC-e do balcão? Este painel lê a página oficial da NF-e. Para a NFC-e não existe painel — nenhum órgão publica a situação dela em tempo real, e o antigo painel nacional está parado desde 2015. O que dá para dizer com honestidade: quem autoriza os dois documentos é a mesma Secretaria da Fazenda, então quando uma cai a outra costuma cair junto. Se aqui em cima estiver tudo no ar e a sua NFC-e não sair, o problema provavelmente é do seu lado — certificado, internet ou o próprio sistema.
Lido da página oficial de Disponibilidade do Portal Nacional da NF-e. Conferir direto na fonte
O que significa cada cor no painel acima
01 — Primeiro passo
Quando a nota não sai, quase todo mundo culpa a SEFAZ. Só que, na prática, boa parte das paradas não é do estado — é algo do lado de cá, e que costuma ter solução em minutos.
Se tudo isso está certo, aí sim vale conferir a situação da SEFAZ nos portais oficiais ao lado.
02 — Venda no balcão
A NFC-e foi feita justamente pensando nisso. Quando a SEFAZ não responde, o sistema entra em contingência offline: a venda acontece, o cupom sai, e a nota é transmitida depois.
A regra geral é transmitir em até 24 horas após a emissão. Alguns estados admitem até o primeiro dia útil seguinte — então, se a parada pegar uma sexta à noite, vale confirmar a regra do seu estado antes de contar com o prazo maior.
Não pare de vender esperando a SEFAZ voltar — a contingência existe exatamente para isso.
Não emita "nota depois" à mão nem venda sem documento: a venda em contingência é legal, a venda sem documento não é.
Não mexa na numeração nem na série por conta própria.
Vender em contingência e esquecer de transmitir. As notas ficam pendentes, e o problema só aparece na contabilidade, semanas depois. Se você passou um dia em contingência, confira no fim do dia se tudo subiu.
03 — Nota de mercadoria
Com a NF-e o caminho é outro. Em vez de ficar offline, a nota é enviada para um servidor reserva, que autoriza no lugar do estado enquanto ele está fora.
SVC é a sigla de SEFAZ Virtual de Contingência. Não é um programa que você instala nem um serviço que se contrata: é um autorizador de reserva, um segundo computador que assina a sua nota quando o da Secretaria do seu estado não responde.
Ele não fica ligado o tempo todo esperando. Precisa ser acionado pela própria Secretaria do seu estado, que avisa no site dela quando liga o ambiente. Não é o lojista nem o contador que decide usar — é o estado que abre a porta, e o seu sistema passa a emitir por ali.
A contingência não é uma máquina só: são dois ambientes, e cada unidade federada fica ligada a um deles. A divisão espalha a carga — se as 27 dependessem do mesmo reserva, ele passaria a ser o novo ponto único de falha. Os dois são:
O nome engana: Rio Grande do Sul ali é só o endereço de quem hospeda o equipamento. A nota que sai por ele continua sendo nota de Mato Grosso, com o seu número, a sua série e a sua validade. Muda o computador que autorizou, não o documento.
Toda NF-e carrega um campo chamado tipo de emissão, que registra por onde ela foi autorizada. Quando sai pela contingência gaúcha, esse campo fica com o valor 7 — Contingência SVC-RS. Antes de 2014 existia o SCAN, que usava o valor 3; ele foi desativado e a SVC ocupou o lugar.
É por isso que às vezes o contador pergunta “essa nota saiu em contingência?”. Ele está olhando esse campo — e a resposta já está gravada dentro do arquivo, não depende de ninguém lembrar.
A divisão é definida pela Nota Técnica 2013.007 e pode mudar: Espírito Santo e Rio Grande do Norte, por exemplo, já trocaram de ambiente. Por isso não publicamos aqui a lista fechada das 27 unidades federadas — os 26 estados e o Distrito Federal. Lista velha em assunto fiscal é pior do que lista nenhuma.
O que está conferido e vale para você: Mato Grosso e Goiás estão na SVC-RS — as duas Secretarias publicam isso, e as duas usam o mesmo tipo de emissão 7. Para conferir qualquer outro estado, a fonte é o Portal Nacional.
Não foi sorteio nem política. Quando a nota fiscal eletrônica nasceu, em 2006, não existia um sistema só: havia seis ou sete ambientes de autorização diferentes, cada estado resolvendo do seu jeito, e muitos sem gente nem equipamento para montar o seu.
O Rio Grande do Sul apostou cedo e apostou grande. A Secretaria da Fazenda gaúcha, junto com a PROCERGS — a empresa de processamento de dados do estado —, montou uma estrutura superdimensionada para o que o próprio estado precisava, já usando certificação digital, webservices e XML numa época em que isso era novidade.
Sobrou capacidade. E, em vez de deixar a máquina ociosa, o RS abriu a estrutura para os outros. O texto da Receita Estadual gaúcha diz exatamente isso: ela compartilha a infraestrutura de autorização “com os demais Estados que, por não possuírem infraestrutura similar, não tinham condições de implementar com a mesma agilidade”.
Deu certo demais. A Sefaz Virtual do RS hoje autoriza documento fiscal de 22 estados e processa cerca de 70 bilhões de transações por ano. Quer dizer: quando a sua nota sai pela SVC-RS, ela não está indo para um puxadinho de emergência — está indo para a casa que já autoriza nota para a maior parte do Brasil todo santo dia.
E o outro ambiente, a SVC-AN, segue a mesma lógica por outro caminho: quem mantém é a Receita Federal, que já operava o ambiente nacional da NF-e. Um veio da capacidade técnica de um estado; o outro, da estrutura que já era da União.
Para a NF-e, Mato Grosso e Goiás autorizam em casa: os dois estão na lista oficial de autorizadores próprios, ao lado de AM, BA, MG, MS, PE, PR, RS e SP. É por isso que cada um tem cartão separado no painel lá em cima.
O Rio Grande do Sul só assume quando esse autorizador cai. Não é o caminho de todo dia — é o pneu estepe: fica no porta-malas, ninguém usa enquanto está tudo bem, e no dia que precisa é ele que leva você para casa.
Fora da NF-e a conversa muda: Goiás é um dos 22 estados que usam a Sefaz Virtual do RS para outros documentos fiscais. Cada documento tem o seu caminho.
Os dois usam o mesmo servidor reserva. Na prática, o mesmo procedimento serve para quem vende dos dois lados do Araguaia — e quem tem loja em Barra do Garças e em Aragarças não precisa aprender dois caminhos.
Na maioria dos sistemas isso é automático. Se o seu não estiver configurado para usar a contingência, ele simplesmente para — e aí é ajuste de configuração, não problema da SEFAZ.
04 — A causa nº 1
De todas as paradas que parecem "SEFAZ fora do ar", a mais comum é o certificado digital vencido. Ele vale um ano, vence numa data qualquer, e ninguém lembra — até a nota parar de sair no meio do movimento.
Anote a data de vencimento e renove com 30 dias de antecedência. Renovar leva tempo — precisa de agendamento e validação — e não é coisa para resolver com a loja parada.
05 — Pagamento
O Pix é operado pelo Banco Central, e o sistema que o move — o SPI, Sistema de Pagamentos Instantâneos — precisa ficar no ar 24 horas por dia, todos os dias do ano. A norma exige disponibilidade mínima de 99,9%.
Na prática ele fica bem acima disso. Por isso, quando o pagamento não passa, o problema costuma estar no aplicativo do banco, na maquininha ou na internet da loja — não no Pix.
Os números ao lado vêm direto dos dados abertos do Banco Central, atualizados por eles. Se estiverem normais e o seu Pix não funciona, já sabe para quem ligar.
Quando o cliente diz "o Pix caiu", pode ser qualquer uma destas três — e elas são de donos diferentes:
| Camada | De quem é | Dá para conferir? |
|---|---|---|
| Sistema central do Pix | Banco Central | Sim — é o painel ao lado |
| O seu banco | Sicredi, Itaú, Caixa, Nubank… | Não há painel público. Só testando por outro banco |
| Maquininha e TEF | Cielo, Rede, Stone, Getnet… | Não. É outro fornecedor, fora do Banco Central |
Na prática, a queda quase sempre é da segunda ou da terceira camada. O sistema central raramente sai do ar — o painel ao lado mostra quanto tempo ele ficou fora, e costuma ser um punhado de minutos no período inteiro.
O TEF é o programa que conversa com a operadora do cartão. Quando ele para, não adianta olhar Banco Central nem SEFAZ: o problema está na operadora ou na instalação do TEF, e a solução vem por esse caminho.
06 — Errei a nota
Depende do documento e do estado. E o prazo de Mato Grosso não é o que a maioria pensa.
| Documento | Prazo para cancelar | Onde vale |
|---|---|---|
| NFC-e o cupom do consumidor, modelo 65 |
30 minutos | Todo o Brasil |
| NF-e nota de mercadoria, modelo 55 |
2 horas | Mato Grosso |
| NF-e nota de mercadoria, modelo 55 |
24 horas | Goiás e a maior parte do país |
O relógio começa a contar da autorização pela SEFAZ, não da hora em que você digitou a nota. Se o sistema ficou dez minutos tentando, esses dez minutos já foram.
E existe uma condição antes do prazo: a mercadoria não pode ter saído. Se o produto já circulou, não se cancela — mesmo dentro do horário.
O sistema vai recusar com a rejeição 501 — "prazo de cancelamento superior ao previsto na legislação". A partir daí sobram dois caminhos:
Nos dois casos, quem conduz é o seu contador. Não é serviço nosso, e não seria honesto dizer que é.
Prazos conforme o Ajuste SINIEF 07/18 e a legislação estadual vigente. Regra de estado muda: em caso de dúvida, confirme com o seu contador ou no portal da SEFAZ do seu estado.
Travou e você não resolveu
Se o problema for do seu sistema, do certificado ou da configuração de contingência, resolvemos por acesso remoto — sem precisar esperar visita.